23 de março de 2009
As habilitações de telefones celulares em fevereiro foram 68% menores do que as de janeiro e, em relação a fevereiro de 2008, caíram 67%. Somando-se os dois primeiros meses de 2009, a quantidade de habilitações (1.723.583) foi 45% inferior à do mesmo período do ano passado (3.142.376). Os números foram divulgados pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) na sexta-feira (20/3), mas sem os percentuais comparativos.
A consultoria Teleco, especializada em telecomunicações, publica em seu site uma análise do desempenho das operadoras e conclui que a razão do baixo crescimento do celular no Brasil neste início de 2009 “não parece ser, no entanto, a crise financeira global, mas o desempenho da TIM, que apresentou adições líquidas negativas de 823 mil celulares em fevereiro de 2009 - 686 mil celulares no acumulado do ano”.
Voltando aos dados da Anatel, o Brasil chegou a 152.364.986 assinantes no Serviço Móvel Pessoal (SMP) no fim de fevereiro (crescimento de 0,27% em relação a mesma data de 2008), com 415.909 novas habilitações no mês. Do total de acessos do País, 124.307.399 (81,59%) são pré-pagos e 28.057.587 (18,41%), pós-pagos. Não houve mudança nessa proporção durante o mês.
O índice de teledensidade (acessos por 100 cem habitantes) ficou em 79,94.
Entre as operadoras, a Vivo continua liderando o mercado, com participação de 29,80%, contra 25,84% da Claro, 23,45% da TIM e 16,60% da Oi. Em comparação com janeiro de 2009, Claro e Oi têm agora uma fatia maior, enquanto a TIM regrediu e a Vivo se manteve praticamente estável.
LIMPEZA INTERNA
Ainda de acordo com a Teleco, tudo indica que a TIM está fazendo uma limpeza de sua base de clientes, eliminando não só os celulares pré-pagos inativos, mas também os pós-pagos inadimplentes. Foi o que fez a Vivo em 2006, quando deu baixa em cerca de 2 milhões celulares.
“Limpar a base de celulares, eliminando inativos e inadimplentes, tem como inconveniência para as operadoras a redução da sua quantidade de celulares e seu market share”, analisa a Teleco. “Melhora, no entanto, o seu ARPU (calculado para uma base menor de celulares) e reduz as despesas com o pagamento de taxas de fiscalização (Fistel).”
A TIM está com uma nova diretoria e vem passando por uma reestruturação institucional que envolve um reposicionamento da marca, novo portfólio de ofertas e um foco maior no crescimento da receita e da rentabilidade. A expectativa é de que a operadora retome o seu ritmo de crescimento ainda em março.