MUNDO DIGITAL, com Ethevaldo Siqueira
Quinta-feira, 29 de julho de 2010
Heródoto – Ethevaldo, o que está acontecendo com a Telebrás depois de criada por decreto do presidente da República?
Ethevaldo – Começou a gastar nosso dinheiro, Heródoto. Alugou um andar de um prédio em Brasília, por R$ 2,3 milhões por ano, sem licitação. A ousadia da nova Telebrás ultrapassa todos os limites. Imagine que a empresa tem novos estatutos – que deverão ser aprovados pela assembléia geral extraordinária convocada para o dia 3 de agosto – que preveem até a criação de subsidiárias. O que era prerrogativa de lei passa a ser decisão da própria empresa.
Heródoto – E a empresa já tem diretoria?
Ethevaldo – Boa pergunta, Heródoto. A assembléia geral de 3 de agosto deverá homologar os nomes de Rogério Santanna para presidente do conselho de administração, e de Cézar Alvarez para outro conselho.
Heródoto – E qual será o capital da nova empresa?
Ethevaldo – Será de R$ 419 milhões, Heródoto. Não sabemos quando será integralizado. A Telebrás tem dezenas de processos em que é condenada em ações trabalhistas e indenizações a pagar a fornecedores, parceiros e outros players.
Heródoto – A rigor, quais serão os objetivos da nova Telebrás?
Ethevaldo – Entre os seus objetivos estão o provimento de infraestrutura e redes de suporte a serviços de telecomunicações prestados por empresas privadas, estados, municípios e entidades sem fins lucrativos e a prestação de serviço de conexão em banda larga para usuários finais, apenas em localidades onde não exista oferta adequada desses serviços.
Heródoto – Até amanhã.